"Sou
simplesmente um peregrino que inicia a última etapa de sua peregrinação na
terra." Com essas palavras, em 28 de fevereiro de um ano atrás, de Castel
Gandolfo, Bento XVI retirava-se da visibilidade cotidiana do mundo, no dia em
que, às vinte horas locais, encerrava o seu Pontificado. Naquele mesmo dia,
algumas horas antes, Bento XVI quis saudar os cardeais presentes com um
encontro na Sala Clementina, no Vaticano: "Continuarei próximo a vocês
mediante a oração, especialmente nos próximos dias. E entre vocês, no Colégio
cardinalício, encontra-se também o futuro Papa, ao qual já hoje prometo a minha
incondicionada reverência e obediência."
Testemunhar e anunciar a mensagem cristã, conformando-se com Jesus Cristo. Proclamar a misericórdia de Deus e suas maravilhas a todos os homens.
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Indicações para Quarta-feira de Cinzas
Com a
Quarta-feira de Cinzas a Igreja inicia seu caminho quaresmal de purificação,
penitência e súplica pela misericórdia de Deus. A Quaresma é o grande retiro
espiritual da família católica, sob a direção maternal e segundo o método da
Santa Igreja. Este retiro só terminará com as I Vésperas (tarde) da
Quinta-feira Santa – antes da Missa “in Coena Domini”.
Os 12 graus do silêncio (Segunda parte)
7º
Silêncio da natureza, do amor próprio
Silêncio à vista da própria corrupção, da
própria incapacidade. Silêncio da alma que se compraz na sua baixeza. Silêncio
aos louvores, à estima. Silêncio diante dos desprezos, das preferências, das
murmurações; é o silêncio da doçura e da humildade. Silêncio da natureza diante
das alegrias ou dos prazeres. A flor se abre no silêncio e seu perfume louva em
silêncio ao criador: a alma interior deve fazer o mesmo. Silêncio da natureza
na pena ou na contradição. Silêncio nos jejuns, nas vigílias, nas fadigas, no
frio e no calor. Silêncio na saúde, na enfermidade, na privação de todas as
coisas: é o silêncio eloquente da verdadeira pobreza e da penitência; é o
silêncio tão amável da morte a todo o criado e humano. É o silêncio do eu
humano transformando-se no querer divino. Os estremecimentos da natureza não
poderiam turbar este silêncio, porque está acima da natureza.
Bento XVI não foi obrigado a renunciar
O
Papa Emérito Bento XVI negou que tivesse sido forçado a tomar a decisão de há
um ano em resignar ao pontificado. Naquela que é uma das raras declarações que
fez desde que deixou o ministério petrino, Bento XVI considerou “absurdas” as
recentes especulações de que na origem do seu afastamento tenham estado outras
razões que não as apresentadas pelo próprio Papa em fevereiro de 2013: “Depois
de ter examinado repetidamente a minha consciência perante Deus, cheguei à
conclusão de que as minhas forças, devido a uma idade avançada, não são capazes
de um adequado exercício do ministério de Pedro", disse Bento XVI a 11 de
Fevereiro no ano passado, no discurso em que anunciou a resignação que se efetivou
17 dias depois, a 28 de fevereiro de 2013. Duas semanas depois, o argentino Jorge Bergoglio era
eleito o seu sucessor.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Os 12 graus do silêncio (Primeira parte)
A
vida interior poderia consistir só nesta palavra: Silêncio! O silêncio prepara
os santos; ele os começa, os continua e os acaba. Deus, que é eterno, não diz
mais que uma só palavra, que é o Verbo. Do mesmo modo, seria desejável que
todas as nossas palavras digam Jesus direta ou indiretamente. Esta palavra:
silêncio, quão formosa é!
Você se confessa mais no Facebook que na Igreja?
Por
que é tão simples revelar a própria intimidade nas redes sociais (mesmo
correndo o risco de ser objeto de humilhações e zombaria), mas tão difícil
aproximar-se do sacramento da Confissão, no qual provavelmente nem sequer o
confessor conseguirá lembrar mais tarde o que ouviu? O que leva as pessoas a
afirmar que não querem contar suas faltas a “outro pecador”, mas não ter o
menor pudor em falar de todas as suas misérias nas redes sociais?
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Carta do Papa Francisco às famílias
Queridas
famílias,
Apresento-me à porta da vossa casa para vos
falar de um acontecimento que vai realizar-se, como é sabido, no próximo mês de
Outubro, no Vaticano: trata-se da Assembleia geral extraordinária do Sínodo dos
Bispos, convocada para discutir o tema “Os desafios pastorais sobre a família
no contexto da evangelização”. Efetivamente, hoje, a Igreja é chamada a
anunciar o Evangelho, enfrentando também as novas urgências pastorais que dizem
respeito à família.


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