Testemunhar e anunciar a mensagem cristã, conformando-se com Jesus Cristo. Proclamar a misericórdia de Deus e suas maravilhas a todos os homens.

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domingo, 9 de junho de 2013

Homilia do X Domingo do Tempo Comum


  Neste Domingo, vemos Jesus em meio a uma situação dolorosa e tão comum à sua época e também nos dias de hoje, a morte de alguém muito querido e ainda tão necessário sobre a terra. É impressionante que muitas vezes só damos a devida importância à vida em face da morte, que só percebemos a importância de alguém quando o perdemos. A morte, de fato, é um limite, uma cisão, algo de abrupto que nos faz repensar no todo de nossa existência.

  No Evangelho de Lucas que ora escutamos, uma mulher viúva está a perder seu filho único. Aqui duas coisas são motivadoras da misericórdia de Jesus sobre a mulher: ser viúva e ter apenas um filho. Na época de Jesus, as viúvas eram deixadas sem nenhuma assistência, sem nenhum amparo seja familiar, seja civil. Elas perdiam várias coisas, pois não podiam trabalhar, não podiam estar em todos os meios sociais e tinham dificuldades em contraírem novas núpcias. A única forma de manter alguma coisa sólida, era ter filhos e estes darem o suporte à mãe. No caso da mulher do Evangelho, ela perdia sua última esperança: seu filho. Jesus, ao vê-la, sentiu compaixão e executou o milagre de ressuscitar seu filho, sem demora.

  O que se realça no Evangelho não é tanto o milagre da ressurreição, ainda que ele seja extraordinário, mas o fato do olhar misericordioso de Jesus sobre a vida daquela mulher. Hoje, quantas não são as nossas situações de miséria em que precisamos do olhar de Jesus sobre nós. Quantas não são as áreas da nossa vida que precisam ser restauradas pelo amor e misericórdia de Deus! O caixão que Cristo deve tocar, é tudo aquilo que está morto na nossa vida, que precisa de vida nova. Peçamos a Ele que volte seu olhar de misericórdia para nós!

  Mas, mesmo sabendo que Cristo nos olha, não podemos nos acomodar com este fato. Devemos também nós olharmos para Jesus. É fácil e útil pedimos a assistência do Senhor para nossas necessidades, quando tudo vai mal, mas será que temos a capacidade diária de nos voltarmos para o Senhor, de lhe desejar como o ar, de lhe olhar como a um Amigo querido e único? É necessário também nós voltarmos nosso olhar continuamente para o Senhor e isto se faz na oração. Orando, nos dirigimos a Deus; orando, nos pomos diante do Senhor; orando, nos desfazemos de “nossas mortes” para recebermos a vida de Deus.


  Peçamos ao Bom Deus, que olha sempre por nós, para que não o abandonemos. Voltemos nossa vida para o Senhor! Não deixemos que a realidade, às vezes dura, às vezes áspera do dia a dia, retire de nós o desejo da transcendência, o desejo do céu, o desejo do Bem maior.

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