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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Nas eleições, cuidado com o pecado grave!


  O pecado ocorre quando se diz não à vontade de Deus. Essa recusa ao projeto de amor do Pai celeste para conosco pode ser grave ou leve. Daí falarmos em pecado mortal (grave) ou venial (leve). O pecado mortal se dá quando são preenchidas três condições: 1) A matéria é grave, importante; 2) Há conhecimento de causa da parte do pecador; 3) Existe vontade deliberada de errar. Chama-se mortal porque leva à morte da graça no pecador e, consequentemente, à perda da vida eterna no céu. O pecado venial ou leve ocorre quando falta algum dos três itens atrás mencionados.

  Para receber o perdão dos pecados mortais, devemos recorrer ao Sacramento da Confissão (também chamado de Reconciliação ou Penitência) como meio ordinário. Já para obter o perdão dos pecados leves, basta um ato de contrição bem rezado, uma obra de caridade bem feita, o ato penitencial da Santa Missa etc. Feita esta importante definição é preciso dizer que não parece pequeno o número de católicos em estado de pecado grave nas eleições deste ano. Afinal, se grande parte dos brasileiros se diz cristã e contrária ao aborto, de onde saem os votos para os partidos abortistas e que conspiram contra a família?

  A resposta: tais votos só podem vir, em boa parte, de pessoas batizadas que, não raras vezes, estão nas Missas dominicais ou até diárias, mas menosprezam a moral católica filiando-se ou votando em candidatos de partidos cujos programas defendem o aborto e a união de pessoas do mesmo sexo, por exemplo. Portanto, se sabem que os programas desses partidos atentam contra a vida humana inocente e indefesa e contra a família natural, cometem pecado grave ao se filiarem, ao apoiarem com propagandas ou ao darem o seu voto a candidatos de tais partidos, independentemente de quem sejam esses candidatos.

  Sim, pois se o cristão vota nesses partidos, consciente do que eles defendem, comete pecado grave, porque coopera deliberadamente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1868) ensina o seguinte sobre essa cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal.”

  Ora, quem vota em um partido abortista e contrário à família, de fato, aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave. Daí a Congregação para a Doutrina da Fé ter publicado, em 24 de novembro de 2002, uma Nota Doutrinal sobre questões relativas à participação e o comportamento de católicos na vida política na qual se lê que “a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a atuação de um programa político ou de uma só lei, onde todos os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos” (n. 4).

  O católico que se filia, apoia ou vota em um partido que tem um programa contrário à fé e à moral católica é incoerente. Um verdadeiro corintiano não pode filiar-se à Mancha Verde, torcida do Palmeiras, e nem um palmeirense de verdade pode se associar a Gaviões da Fiel, torcida corintiana. Seria o cúmulo do absurdo. Ora, se em questão de futebol isso é, por simples coerência consigo mesmo, levado tão a sério, por que com Deus e a Igreja é diferente?

  A moral católica não se assemelha a um supermercado no qual a pessoa escolhe o que a agrada e deixa o que a desagrada na prateleira, mas, ao contrário, ela leva o fiel a assumir por inteiro, com a graça de Deus, o que é útil à sua salvação eterna. Afinal, não podemos nos afastar do Senhor Jesus, mesmo quando a sua mensagem nos parece dura, pois só Ele tem palavras de vida eterna (cf. João 6,60-69).


Fonte: Portal Zenit

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