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domingo, 6 de abril de 2014

5° Domingo da Quaresma



  Jesus e seus discípulos - Quando Lázaro adoeceu, Jesus estava bem distante da casa dele, em Betânia. O Senhor tinha passado por Jerusalém e lá quiseram apedrejá-lo por causa de seus ensinamentos ( Jo 10, 31), então Ele e seus discípulos se retiraram para a região perto do Rio Jordão onde João batizava. ( Jo 10,40)

  Jesus soube da doença de Lázaro - Foi então que Jesus soube que Lázaro caíra doente, porque as irmãs Marta e Maria mandaram avisá-lo: “Senhor, aquele que tu amas está enfermo”. (V.3)  A Palavra diz que embora Jesus “tivesse ouvido que Lázaro estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar”. ( V. 6) Ao fim de dois dias, Jesus “ disse a seus discípulos: Voltemos para a Judeia”. (V. 7)

  A amizade de Jesus com os irmãos Lázaro, Marta e Maria - O Papa Bento XVI disse que “O evangelista João insiste sobre a amizade de Jesus com Lázaro e com as irmãs Marta e Maria. Ele ressalta o fato de que Jesus era muito amigo deles (V. 5), e por isso quis realizar o grande prodígio (a ressurreição de Lázaro)”. O Papa Bento XVI conclui: “Essa passagem evangélica mostra Jesus como verdadeiro Homem e verdadeiro Deus”.  Que bom se nos colocássemos como amigos de Jesus diante do Pai!  E sermos esses amigos fiéis que seguem as pegadas do Mestre como fizeram Lázaro e suas irmãs Marta e Maria.

  Como Jesus vê a morte de Lázaro – Jesus disse a seus discípulos: “Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo”. ( V.11)  A explicação vem do Papa Bento XVI:  Jesus “ assim disse aos discípulos, expressando com a metáfora do sono o ponto de vista de Deus sobre a morte física: Deus vê-a precisamente como um sono, do qual nos pode despertar.  Jesus demonstrou um poder absoluto em relação a esta morte”.

  A confiança de Marta no Senhor – Sabendo que Jesus estava se aproximando de Betânia, Marta foi ao seu encontro, muito aflita. Marta sabia que Jesus havia curado muitos doentes e que poderia ter curado seu irmão também. Marta lamentou-se pela ausência de Jesus por ocasião da doença de Lázaro. Quando viu Jesus, Marta falou-lhe: ”Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus to concederá”. ”Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressurgirá”. (V.21-23) Quantas vezes duvidamos do Senhor e do seu poder porque estamos muitos distantes d’Ele.  Mas Marta não duvidou de Jesus Cristo, pois durante a sua vida buscou aproximar-se de Jesus e colocar-se sob seu senhorio.

  Marta professa sua fé em Jesus - Jesus continuou falando com Marta que Ele próprio é a Ressurreição e a Vida (V.25), por isso Ele tem poder sobre a morte. Jesus não estava falando somente da morte física, mas também da morte da alma: “Eu sou a Ressurreição e a Vida”. “Quem crê em mim, mesmo que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá para sempre”.  Depois, acrescentou: “Crês nisto?” (V. 25-26) Essa  “é uma pergunta que Jesus dirige a cada um de nós; uma interrogação que certamente nos supera, ultrapassa a nossa capacidade de compreender e exige que confiemos nele, como Ele se confiou ao Pai. A resposta de Marta é exemplar: “Sim, ó Senhor; eu creio que Tu és Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo” (V. 27), explica o Papa Bento XVI.


  Jesus é a Ressurreição e a Vida – Jesus veio para nos dar vida e vida em abundância (Jo 10, 10). Ele quer nos dar vida plena já nesse mundo e mais ainda, a vida eterna. Não é por acaso que quando Jesus ensina sobre a Eucaristia, ensina também sobre a ressurreição: “Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia”. ( Jo 6, 39) Ao falar com Marta sobre ressurreição, diz o Catecismo: “Jesus liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa: “Eu sou a ressurreição e a vida” (V. 25). É Jesus mesmo quem, no último dia, há de ressuscitar os que nele tiveram crido e que tiverem comido seu corpo e bebido seu sangue. Desde já, Ele fornece um sinal e um penhor disto, restituindo a vida a certos mortos, anunciando com isso sua própria ressurreição, que no entanto será de outra ordem”.

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