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sábado, 13 de setembro de 2014

A arte que fala de devoção e história


  O Museu do Vaticano inova mais uma vez trazendo uma mostra inusitada de imagens sacras produzidas na América Latina da época da colonização espanhola no Uruguai. É a primeira vez que este patrimônio guarani e jesuítico aporta noutras terras. A iniciativa certamente tem a ver com o novo pontificado, levando ao Vaticano as raízes do Papa Francisco: a América e os Jesuítas. “Estes objetos – explica a L'Osservatore Romano Daniel Ramada Piendibene, embaixador do Uruguai junto da Santa Sé – contam-nos um mundo, fazem-nos entrar na vida diária dos jesuítas e dos guaranis, documentam um modelo social muitas vezes ignorado”.

  À volta, as pequenas estátuas de madeira pintadas, que sobreviveram a saques, destruições e incêndios, da vitrine que as protege fixam os visitantes com plácida insistência, e tornam-se ainda mais familiares e comovedoras devido às marcas que os séculos deixaram nelas: Matres dolorosae com o rosto rachado pelo tempo e estátuas de Cristo flageladas também pelas fendas da madeira na qual foram entalhadas, além das marcas das chicotadas nas costas.

  Estamos na sala de entrada dos Museus do Vaticano e o embaixador acabou de apresentar – juntamente com o cardeal Giuseppe Bertello, presidente do Governatorado – a exposição organizada por Luis Bergatta “Maderas que hablan guarani” sobre a presença indígena e missionária no território oriental do seu país, que estará aberta de quinta-feira 11 a 28 de Setembro. É a primeira vez que um museu do Uruguai – o Museu de Arte Precolombino e Indígena de Montevidéu – se apresenta no exterior e que esculturas esculpidas desembarcam na Europa, reunidas numa coleção. “É a primeira vez – confirma Ramada Piendibene – que o nosso país difunde oficialmente uma parte do seu patrimônio cultural indígena, religioso e missionário através de uma exposição, no âmbito das celebrações dedicadas pela nossa embaixada a José Gervasio Artigas por ocasião dos duzentos e cinquenta anos do seu nascimento”.


Fonte: L’Osservatore Romano

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