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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A ação de Deus, a liberdade humana e no que isso dá



No início de mais um ano todos nos cercamos de calendários, agendas, planejamentos, cronogramas e tudo mais que for útil para organizar o tempo.  Tudo isso é importante e necessário.  Há, no entanto, um momento em que nenhum desses instrumentos tem eficácia, aquele tempo não dos homens, mas de Deus... Acontece na vida de todos nós um misto da ação de Deus e da nossa liberdade.  Como Deus age em nós? Como se apresenta a nossa liberdade? Como ambas as coisas se interagem? É o que vamos dissertar.

O tema da ação de Deus e da liberdade do homem marcou muito a história da teologia ocidental; de um lado se afirma que o ser humano é livre para acolher ou rejeitar a oferta salvífica de Deus, de outro  que a aceitação dessa oferta não depende só do homem, mas lhe deve ser livremente concedida por Deus. Noutras palavras: todo homem é responsável por sua salvação, mas deve saber que o próprio Deus lhe possibilitou chegar a ela.
A ação de Deus se dá, basicamente, de duas formas: uma “antecedente” e outra, “atual-futúrica”. Antecedente quando da nossa criação, pois o Senhor nos capacitou à liberdade, nos fez livres e para a liberdade; antes de tomarmos conhecimento de nós como pessoas, fomos criados livres.  Já a forma atual-futúrica é o modo de agir de Deus atualmente e futuramente através de sua providência, isto é, seu auxílio para a caminhada.
A liberdade do homem está fundamentalmente na sua capacidade de fazer escolhas.  Esse fato impregna toda a vida moral da pessoa, fazendo-a experimentar o bem e o mal.  A Sagrada Escritura reconhece, no entanto, a incapacidade do ser humano (falível) para dar seus primeiros passos para a conversão... Daí a necessidade da graça, ou seja, da ação de Deus.
“O pecador que se encontra num processo de conversão apresenta uma situação específica e curiosa. Pois, de um lado, tem uma vida voltada para si mesmo, uma orientação profundamente egoísta, uma decisão própria contra Deus (próximo). Mas, de outro, estimulado e capacitado pela ação salvífica de Deus, realiza opções boas. No fundo, temos aqui uma incoerência moral, que acontece também no caso do justo que comete opções egoístas”. Há, então, sempre por detrás do pecador, a mão do Senhor a guiar ou a tocar.
Que neste Ano Novo possamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, mas não nos esquecer de também tudo entregar ao Senhor. Abramos nossa vida a Ele e, com Ele, vivamos intensamente.

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